Considerada como a primeira musica urbana típica do Brasil, o choro, popularmente chamado de chorinho, marca presença em grande parte do país inclusive na capital morena. Em um pacato bairro da cidade, distante do agito central, na varanda de uma casa, é onde a confraria do choro se instalou. O local é freqüentado pelos admiradores do chorinho e é agraciado pelo som do grupo Agemaduomi, composto por Thimoteo Lobreiro Marco Antonio, Áttila Gomes, Orlando Brito e Adriano Praça, nosso entrevistado junto com a também idealizadora da confraria, Jackeline Fernandes.
Adriano Praça
Como o choro surgiu na sua vida?
Adriano – Desde pequeno ouvia minha mãe cantar, ela sabia todas as músicas e cantava o dia inteiro, quando tinha 15 anos participava de uma banda na escola, meu primeiro instrumento foi o clarinete e eu tocava muito frevo, fui criado em Recife. O choro sempre esteve na minha vida por causa da minha mãe e desde jovem já comecei a tocar.
Como o choro surgiu na sua vida?
Adriano – Desde pequeno ouvia minha mãe cantar, ela sabia todas as músicas e cantava o dia inteiro, quando tinha 15 anos participava de uma banda na escola, meu primeiro instrumento foi o clarinete e eu tocava muito frevo, fui criado em Recife. O choro sempre esteve na minha vida por causa da minha mãe e desde jovem já comecei a tocar.
Já pensou em viver só de musica?
Adriano – Sim, claro a música é minha paixão, mas viver de múscia era uma maluquice, quando eu era mais novo pensei em ir para Paris mas não deu certo, passei a dar aula, sou professor de cursinho, dou aula de matemática, que também é minha paixão, alias a música e a matemática se completam e não tem como separar, dou aulas já a 28 anos e comecei a tocar com 14 anos de idade, parei por um tempo mas voltei depois e em Campo Grande já toquei em diversos barzinhos.
Quais cantores você admira?
Adriano – Nossa, a lista é grande... o primeiro é Noel Rosa, mas tem vários que eu adoro muito, Cartola, Paulinho da Viola, Senhor Nogueira.... entre muitos outros...
O que você acha dessa nova geração que está iniciando neste universo do chorinho?
Adriano – Acho excelente a garotada nova envolvida com o choro. O que falta no Brasil é o acesso a informação, a música deixa de ser arte e as gravadoras tem uma necessidade de lucrar e sempre lançam qualquer tipo de música. O chorinho é a cara do Brasil e o não pode morrer, por isso acho muito legal a nova geração estar buscando o choro.
Jackeline Fernandes
Como surgiu a confraria do choro?
Jackeline Fernandes – Na verdade é o clube do choro que tem em vários locais do Brasil, nós sempre tivemos vontade de montar um aqui em Campo Grande e quando viemos pra esta casa vimos que tinha espaço e inauguramos há quatro anos.
Por que a confraria do choro só funciona aos domingo?
Jackeline – Normalmente as rodas de choro é aos domingo, roda domingueira, e durante a semana é muito corrido, pois todo mundo trabalha e normalmente aos domingo não tem nada pra fazer, daí todo mundo pode vim.
Quem toca na confraria?
Jackeline – Tem como base os confrades e a roda aberta, vêm tocar e dançar aqueles que sabem e querem, mas a nossa atração é o grupo Agemaduomi.
Como a casa sobrevive financeiramente?
Jackeline – A confraria do choro não visa lucro, mas tem que se manter, os confrades pagam a mensalidade, é cobrado uma taxa para mantermos a manutenção e para os músicos, o é pago bar para pagar os funcionários.
Como é o público de vocês?
Jackeline – Temos muitos associados, cerca de 70 confrades, freqüentadores fiéis dos quais já tem até o nome nas mesas reservadas, o publico é bem variado temos confrades que são médicos, advogados, professore, estudantes... e das mais diversas faixa etária
É divulgado a confraria?
Jackeline – Não temos a intenção de divulgar, foi sendo conhecido através do boca a boca mesmo, pois a nossa idéia era recebera aqui os amantes do chorinho, mesmo por que não temos capacidade para comportar muita gente, os “chorões” mesmo já conhecem e sempre vêem.

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