quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A busca pela perfeição


A Anorexia nervosa, transtorno alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais vem matando muitas jovens, principalmente modelos, garotas que procuram a perfeição corporal, tomam como base um padrão de beleza absurdo, uma magreza abaixo do limite que seu corpo suporta.

Alegam que sofrem muita pressão no mundo da moda, com medo de perderem contratos, ou de ficarem obesas, provocam o distúrbio alimentar, que vai muito alem de uma simples dieta, a doença toma conta de sua mente, a menina (no geral atinge mais o sexo feminino do que o masculino) apresenta queda de cabelo, se imagina gorda, não come, e quando o faz, induz ao vomito, ocorre diminuição das mamas e dos ovários e em conseqüência o encerramento do ciclo menstrual, entre outras características.

Modelos com 1,80m chegam a pesar 45 Kg. Estão muito abaixo do peso, e tudo isso com certeza é culpa da mídia, que nos exibe um padrão de beleza inexistente, até quando a industria da moda vai matar nossas garotas!?

Lindas modelos morrem e ninguém toma uma atitude, obvio que é visível a doença, a menina apresenta uma magreza que não é saudável, e mesmo assim, a agencia persiste em coloca-las nas passarelas, e prossegue com a pressão psicológica “não pode ficar gorda, vocês estão obesas... ”. É voz de comando que impera nesta brutal disputa da (im)-perfeição.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Proibido Proibir


A mãe da virgem diz que não
E o anúncio da televisão
E estava escrito no portão
E o maestro ergueu o dedo
E além da porta há o porteiro, sim
Eu digo não
Eu digo não ao não
Eu digoÉ proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim
Eu digo sim
Eu digo não ao não
Eu digoÉ proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir

Caetano Veloso


Com a repressão à liberdade de imprensa ocorrida na ditadura militar, na Era Vargas, por volta de 1968, muitos dos mais famosos poetas e músicos brasileiros não se calaram diante tal “calamidade”, tentaram por meios musicais expressarem suas indignações, porém sempre um tanto cautelosos para não exporem sua imagem ao risco de um exílio.

Temos como maior exemplo de “rebelde” (assim julgado pelos repressores da época) o cantor Caetano Veloso, que fora exilado após divulgar a sua canção “É proibido proibir”, uma ironia à situação do Brasil na época.

Nesta canção ele coloca o Brasil como uma mulher, como se a briga dele fosse com alguma amada, porém todos sabiam que a musica expressava as frustrações da população diante a situação imposta pela ditadura militar, que pode ser observado na ambigüidade dos trechos que se seguem: “Me dê um beijo, meu amor/Eles estão nos esperando/.../Derrubar as prateleiras/.../Eu digo não ao não/É proibido proibir”.

ViOlÊnCiA


O Brasil já está no ranking dos paises mais violentos do mundo. Diversos fatores contribuem para que isto ocorra, tais como a má distribuição de renda, desemprego e pobreza. As autoridades não são suficientes para impedir essa onda de crimes, os presídios não cumprem sua função e o tráfico esta comandando o país.

No mundo capitalista, tudo roda em torno do dinheiro e esse não é bem distribuído, além de ficar na mão de poucos, nos desvios descobertos correm rios de dinheiro e todos ficam impunes, esse dinheiro poderia ser investido em segurança pública, habitação e outras necessidades básicas.
Hoje uma criança que vive nas favelas aonde o imperialismo do tráfico comanda, ela espera um futuro de crimes, na inocência infantil ela vê os policiais como bandidos, o que não deixa de ser uma realidade, e os bandidos como mocinhos, pois são eles que tomam conta delas, há então uma inversão de valores.

Quando um criminoso condenado cumpre pena em um presídio, ao invés de sofrer uma reabilitação para voltar às ruas, ele volta pior do que quando entrou, pois de dentro do próprio presídio eles podem comandar facções criminosas ou são praticamente forçados a participar de mais crimes pelos seus colegas, com um simples telefone celular eles podem forjar um seqüestro ou ordenar um assassinato.

Uma prova de que o poder está nas mãos de poucos, esta na própria mídia que influencia a massa, na campanha contra o desarmamento, por exemplo, havia um grande interesse das indústrias armamentistas, tanto que o slogan da campanha foi: “Desarme o ladrão e não o povo”, mas quem é o ladrão? Não é culpa do ladrão quando o filho de alguém pega a arma do pai e brinca com o irmão e acaba tirando sua vida, será que se todos os pais tivessem perdido seu filho com isso, essa campanha teria êxito? Então por que não acabar com as armas? A resposta é muito simples, são os lucros das grandes empresas do ramo que acabam por alimentar políticos corruptos.

Todos esses milhões de reais que são desviados nesses escândalos do governo poderiam ajudar de maneira significante a situação de violência na qual o país vive, isso por que são só os milhões que vem a tona, e os desvios que não são descobertos?A solução tem que vir de cima, dos governantes, com mudanças radicais, causando uma avalanche de benfeitorias na população, para que um dia podemos voltar a dizer: “orgulho de ser brasileiro”.

Naturals

Há muito tempo o homem explora os recursos naturais que ele encontra em seu habitat e a cada ano que passa, novas formas de uso são descobertas. No inicio a exploração da natureza se deu por uma população pequena e que não dispunha de artifícios capazes de extrair grandes quantidades de material e, portanto a relação homem-natureza era razoavelmente equilibrada.
Com o passar do tempo, a população e o nível tecnológico aumentaram, com isso a exploração dos recursos naturais desenvolveu-se a níveis assustadores, num ritmo em que a natureza não é capaz de recompor o que é destruído. O maior problema dessa exploração desenfreada é que ela é altamente imediatista e só visa o lucro, não havendo planejamento a médio e longo prazo.

A natureza não se deixa abalar, sua força e capacidade de destruição são inimagináveis, levando o homem a ter grandes prejuízos, ou em casos mais extremos à morte. Já é comum sempre vermos como noticia os desastres ambientais, tal como o famoso tsunami, a catastrófica onda gigante que matou milhares de pessoas, enchentes que inundam casas e deixam centenas de desabrigados.

Entre tantas destruições causadas pela natureza, temos desde casos mais graves até os mais simples, como árvores que com suas fortes raízes destroem calçadas alheias, elas crescem levando consigo toda e qualquer obra humana que estiver a seu redor. Enfim a natureza sempre deixa sua marca de demonstração de sua força; resta saber quando o homem tomará consciência de que ela sempre nos vencerá, devemos tratá-la com cautela e respeito.

Qualidade de mídia


A qualidade é essencial para o sucesso de um programa, seja rádio ou televisão, há que ter critérios profissionais que levem em consideração alguns elementos que não podemos esquecer, tais como: criatividade, pertinência, atendimento ao público observando a transmissão da mensagem, contendo sempre, conteúdo educacional, cultural e social; e ainda, apresentar novidades que diferencie um produto de outro. A precisão, verdade e parcialidade são importantes para buscar o interesse do leitor.

Qualidade requer excelência e não quantidade, de acordo com o filósofo Mcleish para se obter um programa de qualidade é necessário obedecer alguns critérios, ele cita, por exemplo: holística - estabelecer contato com a pessoa como um todo -; avanço técnico, ser ousado e optar por programas “ao vivo”; enriquecimento pessoal, acrescentar algo ao ouvinte e não deixa-lo intocável; ligação pessoal, conquistar a lealdade do ouvinte.

O conteúdo transmitido hoje, tanto pela radio quanto pela televisão ou “sites” – notícias em tempo real -, não são instrutivas e muito menos didáticas. Dificilmente podemos deixar nossos filhos assistindo a qualquer programação, sempre que oportuno às emissoras transmitem algo inadequado, seja por interesse comercial ou corporativo, considerando que a preocupação é com a atração de uma grande massa.

É obrigação (determinada judicialmente) que cada emissora disponha de alguma porcentagem do seu tempo de programação para conteúdos que sejam absorvidos de forma positiva pelo telespectador, programas estes que sejam culturais, educativos e que exibam a realidade; porém, essa programação é concebida de forma irônica, sempre em horários inadequados e inoportunos, que dificilmente a grande massa poderá assistir.

A rádio tem sido descaracterizada com o aprimoramento das tecnologias via internet, agora todo o conteúdo que antes era instantâneo e morria no exato instante, pode ser recuperado pela internet, inclusive o conteúdo que antes era apenas para se ouvir, agora apresenta imagens e texto, novo conceitos surgiram com a radio na rede.

Os meios de comunicação visuais, tais como a televisão e a internet, perdem suas qualidades a partir do momento em que a preferência se dá para apenas informações que contém imagens. Desta forma toda e qualquer mensagem de caráter importante, como noticia internacional, não tem muito valor, tendo seu tempo de exposição só por alguns segundos (pela falta de imagem) enquanto que uma noticia sobre um assalto qualquer tem tempo máximo de exposição, pois apresenta imagens.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Choro


Considerada como a primeira musica urbana típica do Brasil, o choro, popularmente chamado de chorinho, marca presença em grande parte do país inclusive na capital morena. Em um pacato bairro da cidade, distante do agito central, na varanda de uma casa, é onde a confraria do choro se instalou. O local é freqüentado pelos admiradores do chorinho e é agraciado pelo som do grupo Agemaduomi, composto por Thimoteo Lobreiro Marco Antonio, Áttila Gomes, Orlando Brito e Adriano Praça, nosso entrevistado junto com a também idealizadora da confraria, Jackeline Fernandes.

Adriano Praça
Como o choro surgiu na sua vida?
Adriano –
Desde pequeno ouvia minha mãe cantar, ela sabia todas as músicas e cantava o dia inteiro, quando tinha 15 anos participava de uma banda na escola, meu primeiro instrumento foi o clarinete e eu tocava muito frevo, fui criado em Recife. O choro sempre esteve na minha vida por causa da minha mãe e desde jovem já comecei a tocar.

Já pensou em viver só de musica?
Adriano – Sim, claro a música é minha paixão, mas viver de múscia era uma maluquice, quando eu era mais novo pensei em ir para Paris mas não deu certo, passei a dar aula, sou professor de cursinho, dou aula de matemática, que também é minha paixão, alias a música e a matemática se completam e não tem como separar, dou aulas já a 28 anos e comecei a tocar com 14 anos de idade, parei por um tempo mas voltei depois e em Campo Grande já toquei em diversos barzinhos.

Quais cantores você admira?
Adriano –
Nossa, a lista é grande... o primeiro é Noel Rosa, mas tem vários que eu adoro muito, Cartola, Paulinho da Viola, Senhor Nogueira.... entre muitos outros...

O que você acha dessa nova geração que está iniciando neste universo do chorinho?
Adriano –
Acho excelente a garotada nova envolvida com o choro. O que falta no Brasil é o acesso a informação, a música deixa de ser arte e as gravadoras tem uma necessidade de lucrar e sempre lançam qualquer tipo de música. O chorinho é a cara do Brasil e o não pode morrer, por isso acho muito legal a nova geração estar buscando o choro.

Jackeline Fernandes
Como surgiu a confraria do choro?
Jackeline Fernandes –
Na verdade é o clube do choro que tem em vários locais do Brasil, nós sempre tivemos vontade de montar um aqui em Campo Grande e quando viemos pra esta casa vimos que tinha espaço e inauguramos há quatro anos.

Por que a confraria do choro só funciona aos domingo?
Jackeline –
Normalmente as rodas de choro é aos domingo, roda domingueira, e durante a semana é muito corrido, pois todo mundo trabalha e normalmente aos domingo não tem nada pra fazer, daí todo mundo pode vim.

Quem toca na confraria?
Jackeline –
Tem como base os confrades e a roda aberta, vêm tocar e dançar aqueles que sabem e querem, mas a nossa atração é o grupo Agemaduomi.

Como a casa sobrevive financeiramente?
Jackeline –
A confraria do choro não visa lucro, mas tem que se manter, os confrades pagam a mensalidade, é cobrado uma taxa para mantermos a manutenção e para os músicos, o é pago bar para pagar os funcionários.

Como é o público de vocês?
Jackeline – Temos muitos associados, cerca de 70 confrades, freqüentadores fiéis dos quais já tem até o nome nas mesas reservadas, o publico é bem variado temos confrades que são médicos, advogados, professore, estudantes... e das mais diversas faixa etária

É divulgado a confraria?
Jackeline –
Não temos a intenção de divulgar, foi sendo conhecido através do boca a boca mesmo, pois a nossa idéia era recebera aqui os amantes do chorinho, mesmo por que não temos capacidade para comportar muita gente, os “chorões” mesmo já conhecem e sempre vêem.

Na minha terra tem samba

Há quem diga que não gosta, mas não há quem diga que nunca ouviu, aquele que chegou de navio, vindo de outro continente, em uma época de poucas alegrias, com aqueles que remetiam tristeza através de seus trabalhos escravos nos trouxe o que há de mais alegre no país, eu to falando é do samba.

O samba do Brasil que até hoje faz mexer qualquer quadril desde o mais velho e rechonchudo até o mais novo e afinado. A raiz é africana, mas é no Brasil que ele ganha fama, no país conhecido pelo carnaval, onde o samba é atração total.

Ta na moda, ta na roda, ta no meio da moçada não importa a identidade, tem da maior, menor e melhor idade. Neste país de tantas misturas, desde sua cor, até sua raça, tudo ganha forma e tom, e por que não até o som, é o que acontece com o samba, lançado em várias vertentes, que vão de pagode à chorinho sem perder sua batida freqüente

E no país do futebol a rapaziada, depois de uma “pelada”, combina o samba com uma feijoada, esta que também foi herdada.

De Candeia, Pixinguinha a Viola, Cavaquinho e Leci Brandão, o som que ecoa no ar é pura pátria e afirmação. Meu samba, minha vida, meu poema que não morre, só intensifica a emoção